Março Azul-Marinho: entenda o significado da campanha deste mês
Por Comunicação Condepe/Fidem
O mês de março é marcado por diversas campanhas de saúde. Entre elas, está o Março Azul-Marinho, campanha de conscientização sobre o câncer colorretal, também conhecido como câncer de cólon e reto, que é o terceiro tipo mais comum no Brasil. Essa iniciativa busca ampliar o debate sobre hábitos saudáveis, exames preventivos e sinais de alerta da doença.
O câncer colorretal atinge o intestino grosso (cólon) e o reto, que é a parte final do sistema digestivo. Na maioria dos casos, a doença se desenvolve a partir de pequenas lesões benignas conhecidas como pólipos, que podem crescer na parede interna do intestino e, ao longo do tempo, se transformar em tumores malignos.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal está entre os mais comuns no país, tanto em homens quanto em mulheres, especialmente entre pessoas acima dos 50 anos.
Quais são os sintomas?
Durante o estágio inicial, a doença pode não apresentar sintomas aparentes, mas, com o tempo, alguns sinais podem surgir, reforçando a importância dos exames preventivos. Quando aparecem, os sinais mais comuns são: sangue nas fezes, alteração no hábito intestinal, diarreia ou prisão de ventre persistente, dor ou desconforto abdominal frequente, sensação de evacuação incompleta, perda de peso sem causa aparente e cansaço excessivo. Ao notar algum desses sintomas por mais de algumas semanas, é preciso procurar atendimento médico.
Quais são os fatores de risco?
Diversos fatores podem favorecer o desenvolvimento do câncer colorretal, como idade acima de 50 anos, histórico familiar, obesidade e inatividade física, doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa ou doença de Crohn, além de síndromes hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC).
Como prevenir?
Embora o câncer colorretal possa ter relação com fatores hereditários ou condições crônicas, como diabetes tipo 2, manter uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes e fibras, praticar atividade física regularmente, evitar o consumo excessivo de carne vermelha e alimentos ultraprocessados, não fumar e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas são algumas atitudes que podem ajudar a prevenir a doença.
Qual é o tratamento?
O tratamento depende do estágio da doença no momento do diagnóstico. As principais abordagens incluem cirurgia para retirada do tumor, quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo e imunoterapia, conforme avaliação médica.
Quando diagnosticado precocemente, o câncer colorretal tem altas chances de cura. Por isso, a campanha Março Azul-Marinho reforça que informação e prevenção são as melhores aliadas.
Como rastrear?
O principal exame de rastreamento é a colonoscopia, recomendada geralmente a partir dos 50 anos ou antes, em casos de histórico familiar. O exame permite identificar e remover pólipos antes que evoluam para câncer.