Condepe/Fidem

Município de Pernambuco

Solidão

Panorama

Fonte: IBGE
UF
Pernambuco (PE)
Microrregião
Pajeú
Mesorregião
Sertão Pernambucano
Região geográfica
Nordeste (NE)
Região imediata
Afogados da Ingazeira
Região intermediária
Serra Talhada
População
5.386 hab.
Área territorial
138,4 km²

Histórico

Fonte: IBGE

O atual município de Solidão teve sua origem em meados do século XIX. Segundo a tradição local, o senhor Euzébio, conhecido como 'o bandeirante', percorria a região em busca de minérios quando chegou ao local e estabeleceu sua moradia sob um pé de juá. Mais tarde, adquiriu terras onde passou a residir com sua família. Posteriormente, Euzébio transferiu suas terras para sua filha, Conceição, que, algum tempo depois, as vendeu a Jesuíno Pereira, natural de Monteiro, na Paraíba. Embora a aquisição tenha ocorrido por volta de 1870, Jesuíno somente se estabeleceu na localidade em 1907, quando iniciou a construção de algumas casas de alvenaria. Homem de profunda religiosidade, Jesuíno convidou, em 1910, o padre Carlos Cottart, vindo de Afogados da Ingazeira, para celebrar uma missa em sua residência. Ao chegar ao local, o sacerdote teria exclamado: “Que solidão!”. Sem compreender o significado da palavra, Jesuíno pediu uma explicação, recebendo a resposta de que solidão designava um lugar isolado e pouco habitado. A partir desse episódio, a localidade passou a ser conhecida pelo nome de Solidão. Desejando fortalecer a fé da comunidade, Jesuíno sonhava construir uma capela na região. Entretanto, faleceu antes de iniciar a obra. Em sua homenagem, sua esposa, o senhor João Batista de Oliveira e os moradores da localidade uniram esforços para concretizar o projeto. A capela foi concluída em 1947 e recebeu a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, que se tornou a padroeira do município. Localizada ao sopé da serra que leva o mesmo nome, a cidade ganhou posteriormente uma escadaria e uma gruta construídas por iniciativa do padre Osvaldo, da cidade de Tabira, com o apoio da população local. No interior da gruta foi colocada uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes. Ao lado desse espaço religioso, passou a brotar entre as pedras uma fonte de água límpida, considerada por muitos fiéis como milagrosa. A fama das supostas propriedades milagrosas da água atraiu romeiros de diversas localidades, dando origem a tradicionais romarias que perduram até os dias atuais. Todos os anos, inúmeros devotos visitam o santuário para agradecer graças alcançadas e cumprir promessas em homenagem a Nossa Senhora de Lourdes.

Formação administrativa

Fonte: IBGE
  1. Distrito criado com a denominação de Solidão pela Lei Municipal n.º 3, de 10-02-1937, subordinado ao município de Afogados da Ingazeira.
  2. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Solidão figura no município de Afogados da Ingazeira.
  3. Pela Lei Estadual n.º 418, de 31-12-1948, o distrito de Solidão passou a fazer parte do novo município de Tabira. Confirmado pela Lei Estadual n.º 421, de 31-12-1948.
  4. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Solidão figura no município de Tabira.
  5. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
  6. Elevado à categoria de município com denominação de Solidão, pela Lei Estadual n.º 4.969, de 20-12-1963, desmembrado de Tabira. Sede no antigo distrito de Solidão. Constituído do distrito sede. Instalado em 14-03-1964.
  7. Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído do distrito sede.
  8. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2025.

Fonte: SOLIDÃO (PE). Prefeitura. Disponível em: https://solidao.pe.gov.br/a-cidade/historia/. Acesso em: 9 set. 2026.

Verbete IBGE registrado em 2001.

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