Condepe/Fidem

Município de Pernambuco

Amaraji

Panorama

Fonte: IBGE
UF
Pernambuco (PE)
Microrregião
Mata Meridional Pernambucana
Mesorregião
Mata Pernambucana
Região geográfica
Nordeste (NE)
Região imediata
Escada - Ribeirão
Região intermediária
Recife
População
18.335 hab.
Área territorial
235 km²

Histórico

Fonte: IBGE

A história de Amaraji está intimamente ligada à cultura da cana-de-açúcar. O desenvolvimento dessa atividade impulsionou, gradualmente, a formação de um núcleo urbano, à medida que surgia a necessidade de moradias e estabelecimentos comerciais para atender os primeiros ocupantes da região. Na primeira metade do século XIX, já existiam importantes engenhos na área onde hoje se localiza a cidade, destacando-se o Sete Ranchos, de propriedade de Manoel Barbosa, e o Guloso, pertencente a João Ferreira Pontual. A expansão da lavoura canavieira e a derrubada das matas para a instalação dos engenhos banguês, movidos a água, tornaram as terras do engenho Garra, de propriedade do comendador José Pereira de Araújo, um ponto frequente de atividade dos trabalhadores dedicados à extração de madeira. Durante os períodos de estiagem, as árvores eram abatidas e transformadas em toras nas proximidades do rio Amaraji. Com a chegada das cheias, a madeira era transportada em balsas pelo rio Sirinhaém até o porto do Recife. A permanência desses trabalhadores na região contribuiu para o surgimento dos agrupamentos populacionais precursores. Os primeiros moradores, vindos da capital pernambucana, chegaram por volta de 1850. Com o crescimento da população, surgiram casas comerciais e houve o aumento do interesse pela criação de um mercado local. Atendendo a solicitações encaminhadas à Câmara Municipal da Escada, foi autorizada a realização de uma feira dominical. A primeira feira ocorreu em 23 de julho de 1868, na atual praça José Pereira de Araújo, marco que contribuiu decisivamente para a formação do povoado. Dessa forma, a ocupação inicial da localidade esteve associada à concessão de terras, à instalação de engenhos de açúcar e à criação da feira, fatores fundamentais para o desenvolvimento econômico e social da região. O crescimento do povoado culminou em sua elevação à categoria de freguesia em 1884, com o nome de São José da Boa Esperança, localidade anteriormente conhecida como Cambão Torto. Em 1889, foi elevada à categoria de vila e, no ano seguinte, tornou-se município autônomo, desmembrado de Escada. O nome Amaraji faz referência ao rio de mesmo nome que banha a cidade.

Formação administrativa

Fonte: IBGE
  1. Distrito criado com a denominação de Amaracy, pela Lei Provincial n.º 1.831, de 28-06-1884, subordinado ao município de Escada.
  2. Elevado à categoria de vila com a denominação de Amaracy, pela Lei Provincial n.º 2.137, de 09-11-1899, desmembrado de Escada. Instalada em 11-10-1890.
  3. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 17, de 24-09-1890, a grafia do nome da vila é alterada de Amaracy para Amaragi.
  4. Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Amaragi, pela Lei Estadual n.º 991, de 01-07-1909.
  5. Pela Lei Municipal n.º 57, de 05-01-1911, os distritos de Aripibu e Cortez são criados e anexados ao município de Amaragi.
  6. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Amaragi, Arapibu e Cortez.
  7. Pela Lei Municipal n.º 19, de 27-11-1913, o distrito de Primavera é criado e anexado ao município de Amaragi.
  8. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: Amaragi, Aripibu, Cortez e Primavera.
  9. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 92, de 31-12-1937, a grafia do nome do município é alterada de Amaragi para Amaraji, e a do distrito de Cortez para Cortês.
  10. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 235, de 09-12-1938, o distrito de Arapibu é transferido do município de Amaraji para Ribeirão.
  11. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 952, de 31-12-1943, o distrito de Primavera passa a denominar-se Caracituba.
  12. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município, já denominado Amaraji, é constituído de 3 distritos: Amaraji, Caracituba (ex-Primavera) e Cortês (ex-Cortez).
  13. Pela Lei Estadual n.º 1.818, de 29-12-1953, o distrito de Cortês é desmembrado do município de Amaraji. Elevado à categoria de município.
  14. Pela Lei Estadual n.º 1.959, de 17-12-1954, o distrito de Caracituba passa a denominar-se Primavera de Santo Antônio.
  15. Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 2 distritos: Amaraji e Primavera de Santo Antônio (ex-Caracituba).
  16. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
  17. Pela Lei Estadual n.º 4.984, de 20-12-1963, o distrito de Primavera de Santo Antônio é desmembrado do município de Amaraji. Elevado à categoria de município.
  18. Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.
  19. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2025.

Fotos

Acervo IBGE

Imagens hospedadas pelo IBGE (servicodados/biblioteca) — referenciadas, não redistribuídas.

Fonte: AMARAJI (PE). Câmara Municipal. Disponível em: https://amaraji.pe.leg.br/historia-do-municipio/. Acesso em: 26 ago. 2026.

Verbete IBGE registrado em 2005.

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